Olá, queridos alunos. O assunto hoje é o nosso trabalho acerca do romance Dom Casmurro, de Machado de Assis. Diferentemente do que fizemos com o Eça de Queirós -- uma análise estritamente textual -- com o Machado trabalharemos as questões de INTERTEXTUALIDADE e de LINGUAGEM, isto é, analisaremos como o livro Dom Casmurro foi recriado em outras duas linguagens: o filme Dom -- com Maria Fernanda Cândido e Marcos Palmeiras -- e a minissérie Capitu, da Rede Globo -- dirigida por Luiz Fernando Carvalho.
Vamos à labuta. Após divididos e sorteados os grupos, cada equipe desenvolverá um trabalho escrito com as seguintes delimitações:
1) Quem foi Machado de Assis? (Aqui você farão uma pequena análise da vida, da obra e da importância de Machado de Assis para as letras brasileiras).
2) Resumo do livro DOM CASMURRO (cliquem no nome do livro para ir até o link). (Aqui vocês farão uma síntese do enredo da obra de Machado de Assis, apontando: personagens e desenvolvimento da trama)
3) Recriando o Dom Casmurro.
3.1 Dom Casmurro X Dom (Aqui o trabalho será de verificar como o texto de Machado de Assis influenciou o filme de Moacyr Góes, isto é, vocês escreverão um texto apontando as aproximações e as diferenças entre um enredo e outro. Para tanto, como se pode notar, é impossível desenvolver o trabalho sem que se veja o filme em questão.)
3.2 Dom Casmurro X Capitu (Aqui o trabalho é idêntico ao anterior, ele será o de verificar como o texto de Machado de Assis influenciou a minissérie de Luiz Fernando Carvalho, isto é, vocês escreverão um texto apontando as aproximações e as diferenças entre um enredo e outro. Para tanto, como se pode notar, é impossível desenvolver o trabalho sem que se assista à minissérie em questão.)
4) Conclusão / Considerações Finais (Aqui espero que vocês façam um pequeno balanço do trabalho apontando a importância do texto machadiano e a recorrência do uso dos intertextos nas artes, além de uma análise pessoal sobre o trabalho como um todo, isto é, uma chave de ouro!)
ATENÇÃO: A data de entrega do trabalho mudou, agora é dia 26/05.
Qualquer dúvida, procurem-me durante as aulas ou mandem-me um e-mail.
Bom trabalho!
"Ver não é o mesmo que olhar, assim como ouvir não é o mesmo que escutar. Ver envolve apenas o esforço de abrir os olhos; olhar significa abrir a mente e usar o intelecto. Olhar uma pintura [ou um poema] é como partir para uma viagem." Robert Cumming
Digite aqui o que você precisa
sexta-feira, 22 de abril de 2011
domingo, 10 de abril de 2011
Memórias póstumas de Brás Cubas -- Machado de Assis
Deixo-lhes o link do belíssimo livro de Machado de Assis: Memórias póstumas de Brás Cubas.
Boa leitura!!
Boa leitura!!
quinta-feira, 10 de março de 2011
O ALQUIMISTA - Paulo Coelho (1º ano)
Galera, como vocês já sabem, após " O pequeno príncipe", nossa próxima leitura será do livro "O alquimista" do escritor brasileiro Paulo Coelho. Para tanto, coloco à disposição de vocês o aquivo em PDF do referido livro:
O Alquimista
Boa leitura!
O Alquimista
Boa leitura!
GIL VICENTE "Auto da barca do Inferno" (Extensivo)
Galera, coloca à disposição o arquivo em PDF do livro de Gil Vicente, como havia prometido:
Texto integral - Auto da barca do Inferno
Texto com notas - Auto da barca do inferno *
*Esta versão não está bem formatada, mas possui as notas que ajudam no entendimento do vocabulário.
Bons estudos!
Texto integral - Auto da barca do Inferno
Texto com notas - Auto da barca do inferno *
*Esta versão não está bem formatada, mas possui as notas que ajudam no entendimento do vocabulário.
Bons estudos!
quinta-feira, 3 de março de 2011
Machado de Assis (2º ANO)
Após passarmos pelo grande Eça, chegamos ao também inigualável (por outros motivos, me parece) MACHADO DE ASSIS. Afim de ilustrar o binômio SER e PARECER, deixo-lhes o ótimo e misterioso conto O espelho.
A leitura atenta desse conto nos revela muito do que é essa visão machadiana (pessimista) sobre os homens e a vida.
É isso!
A leitura atenta desse conto nos revela muito do que é essa visão machadiana (pessimista) sobre os homens e a vida.
É isso!
Eça de Queirós - TRABALHO (2º ANO)
Senhores, deixo-lhes o link para o romance O primo Basílio de Eça de Queirós. A partir da leitura deste texto, vocês desenvolverão um trabalho escrito que deve conter as seguintes análises:
1) Resumo da obra (curto e simples).
2) Análise das Personagens "Jorge", "Luísa", "Basílio", "Juliana" e "Conselheiro Acácio". Aqui vocês devem mostrar como cada um dos personagens se comporta no livro e quais são as características psicólogicas deles.
3) Análise do Tempo e do Espaço na narrativa. Trata-se de mostar se na narrativa o tempo é psicológico ou cronológico, se é linear ou não linear, além disso, demonstrar com passagens do texto qual é o espaço onde o enredo se desenvolve, isto é em qual(is) lugar(es) tudo ocorre.
4) Análise do Narrador e do Foco Narrativo. É o momento em que se verá em qual pessoa se encontra o narrador e como isso afeta o modo do leitor compreender o texto.
5) Apreciação crítica da obra. Nesta parte vocês deverão analisar e colocar a opinião de vocês acerca do que leram, isto é, o que vocês acharam da obra, como esta obra os afetou, o que foi mais interessante, essa obra retrata mesmo alguns procedimentos típicos dos seres humanos ou não? etc. Talvez, seja essa a parte mais importante do trabalho.
P.S.1 Este trabalho será feito em grupo de 4 a 5 pessoas
P.S.2 É uma boa ideia fazer um levantamento de vocabulário para melhor compreensão da obra
P.S.3 Não aceito trabalho sem referências
P.S.4 A data limite para entrega do trabalho é dia 11 de ABRIL, segunda-feira, tanto para Unidade Centro quanto para a Unidade Morumbi.
P.S. 5 Não aceitarei trabalhos depois dessa data, nada impede, portanto, que os grupos entreguem-mo antes de 11/04.
Bons estudos e bom trabalho!
1) Resumo da obra (curto e simples).
2) Análise das Personagens "Jorge", "Luísa", "Basílio", "Juliana" e "Conselheiro Acácio". Aqui vocês devem mostrar como cada um dos personagens se comporta no livro e quais são as características psicólogicas deles.
3) Análise do Tempo e do Espaço na narrativa. Trata-se de mostar se na narrativa o tempo é psicológico ou cronológico, se é linear ou não linear, além disso, demonstrar com passagens do texto qual é o espaço onde o enredo se desenvolve, isto é em qual(is) lugar(es) tudo ocorre.
4) Análise do Narrador e do Foco Narrativo. É o momento em que se verá em qual pessoa se encontra o narrador e como isso afeta o modo do leitor compreender o texto.
5) Apreciação crítica da obra. Nesta parte vocês deverão analisar e colocar a opinião de vocês acerca do que leram, isto é, o que vocês acharam da obra, como esta obra os afetou, o que foi mais interessante, essa obra retrata mesmo alguns procedimentos típicos dos seres humanos ou não? etc. Talvez, seja essa a parte mais importante do trabalho.
P.S.1 Este trabalho será feito em grupo de 4 a 5 pessoas
P.S.2 É uma boa ideia fazer um levantamento de vocabulário para melhor compreensão da obra
P.S.3 Não aceito trabalho sem referências
P.S.4 A data limite para entrega do trabalho é dia 11 de ABRIL, segunda-feira, tanto para Unidade Centro quanto para a Unidade Morumbi.
P.S. 5 Não aceitarei trabalhos depois dessa data, nada impede, portanto, que os grupos entreguem-mo antes de 11/04.
Bons estudos e bom trabalho!
sábado, 19 de fevereiro de 2011
FIGURAS DE LINGUAGEM (1º ano)
TÓPICOS ESPECIAIS DE LITERATURA – FIGURAS DE LINGUAGEM
Figuras de sintaxe ou de construção
Anáfora
Compreende a repetição de uma palavra ou segmento no início de frases, geralmente, de versos:
“O que não tem vergonha nem nunca terá
O que não tem governo nem nunca terá
O que não tem juízo...” (Chico Buarque de Holanda)
Elipse
É quando há a supressão de um termo, que pelo contexto pode ser identificado:
"Chorei e pedi em oração: não mate essa criança inocente." (Fernanda Brum)
(elipse do pronome “eu” = sujeito)
Caso a elipse for de algum termo citado anteriormente, então passa a ser zeugma:
Depois de ler esse artigo, posso apontar duas características. A primeira é de que não podemos julgar os outros, e a segunda é que devemos nos ater ao que falamos.
(elipse do pronome eu na primeira oração e zeugma da palavra “característica” por duas vezes na segunda oração)
Pleonasmo
Consiste na repetição de uma mesma ideia para ressaltar o que foi dito:
Vou descer lá para baixo para verificar se ele chegou.
Por um consenso geral, resolvemos mudar o horário do lanche.
Figuras de sons
Aliteração
Acontece quando há repetição de sons consonantais, o que confere musicalidade ao texto:
Como pode um peixe vivo viver fora d’água fria?
Assonância
É a repetição dos sons vocálicos idênticos:
Eu lido com o que é proibido, mas nem por isso fedo a carne podre da corrupção, nem tampouco o medo da ilegalidade.
Paronomásia
É a proximidade de sons parecidos, mas com significados diferentes:
Você luta, lava, limpa e lida.
Figuras de Palavras
Comparação
Como o próprio nome já diz, tece uma comparação entre seres e/ou coisas:
João chorava que nem um bebê chora quando quer alguma coisa.
Metáfora
É uma comparação que se faz entre um sentido próprio e o figurado por existir uma relação de semelhança de significado entre eles:
“Eu sem você sou chama sem luz.” (V. de Moraes)
Metonímia
Acontece quando uma palavra é utilizada para designar outra com a qual tem relação de proximidade.
Entrego meu problema em tuas mãos. (mãos, neste caso, indica a própria pessoa)
Ele gosta muito de Euclides da Cunha. (o autor substitui a obra)
Figuras de pensamento
Antítese
Evidencia uma oposição entre ideias:
Pensei que poderia esquecer, mas você me faz lembrar!
Pleonasmo
É uma oposição entre ideias, impossível de ser visto como natural ou lógica.
"Complicada e perfeitinha, você me apareceu..." (Raimundos) - No caso, se a moça é complicada é impossível que ela seja vista como perfeitinha.
Eufemismo
É a utilização de uma palavra ou expressão menos brusca e agressiva, a fim de tornar a linguagem mais agradável:
Então, ele partiu dessa vida para uma melhor! (ao invés de dizer morreu ou faleceu)
Hipérbole
Acontece quando há exagero intencional na fala, a fim de reforçar a ideia:
Ontem te liguei um milhão de vezes!
Prosopopeia ou personificação
É quando seres inanimados ganham características humanas:
A cadeira, então, disse para a mesa:
- O que se assenta em você é bem melhor do que o que se assenta em mim!
Anáfora
Compreende a repetição de uma palavra ou segmento no início de frases, geralmente, de versos:
“O que não tem vergonha nem nunca terá
O que não tem governo nem nunca terá
O que não tem juízo...” (Chico Buarque de Holanda)
Elipse
É quando há a supressão de um termo, que pelo contexto pode ser identificado:
"Chorei e pedi em oração: não mate essa criança inocente." (Fernanda Brum)
(elipse do pronome “eu” = sujeito)
Caso a elipse for de algum termo citado anteriormente, então passa a ser zeugma:
Depois de ler esse artigo, posso apontar duas características. A primeira é de que não podemos julgar os outros, e a segunda é que devemos nos ater ao que falamos.
(elipse do pronome eu na primeira oração e zeugma da palavra “característica” por duas vezes na segunda oração)
Pleonasmo
Consiste na repetição de uma mesma ideia para ressaltar o que foi dito:
Vou descer lá para baixo para verificar se ele chegou.
Por um consenso geral, resolvemos mudar o horário do lanche.
Figuras de sons
Aliteração
Acontece quando há repetição de sons consonantais, o que confere musicalidade ao texto:
Como pode um peixe vivo viver fora d’água fria?
Assonância
É a repetição dos sons vocálicos idênticos:
Eu lido com o que é proibido, mas nem por isso fedo a carne podre da corrupção, nem tampouco o medo da ilegalidade.
Paronomásia
É a proximidade de sons parecidos, mas com significados diferentes:
Você luta, lava, limpa e lida.
Figuras de Palavras
Comparação
Como o próprio nome já diz, tece uma comparação entre seres e/ou coisas:
João chorava que nem um bebê chora quando quer alguma coisa.
Metáfora
É uma comparação que se faz entre um sentido próprio e o figurado por existir uma relação de semelhança de significado entre eles:
“Eu sem você sou chama sem luz.” (V. de Moraes)
Metonímia
Acontece quando uma palavra é utilizada para designar outra com a qual tem relação de proximidade.
Entrego meu problema em tuas mãos. (mãos, neste caso, indica a própria pessoa)
Ele gosta muito de Euclides da Cunha. (o autor substitui a obra)
Figuras de pensamento
Antítese
Evidencia uma oposição entre ideias:
Pensei que poderia esquecer, mas você me faz lembrar!
Pleonasmo
É uma oposição entre ideias, impossível de ser visto como natural ou lógica.
"Complicada e perfeitinha, você me apareceu..." (Raimundos) - No caso, se a moça é complicada é impossível que ela seja vista como perfeitinha.
Eufemismo
É a utilização de uma palavra ou expressão menos brusca e agressiva, a fim de tornar a linguagem mais agradável:
Então, ele partiu dessa vida para uma melhor! (ao invés de dizer morreu ou faleceu)
Hipérbole
Acontece quando há exagero intencional na fala, a fim de reforçar a ideia:
Ontem te liguei um milhão de vezes!
Prosopopeia ou personificação
É quando seres inanimados ganham características humanas:
A cadeira, então, disse para a mesa:
- O que se assenta em você é bem melhor do que o que se assenta em mim!
Sinestesia
Trata-se de mesclar, numa expressão, sensações percebidas por diferentes órgãos do sentido.
A luz crua da madrugada invadia meu quarto.
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